Cobrando com “jeitinho”

O ingrato trabalho freelance às vezes nos coloca em situações inconvenientes de espera de pagamento. No mundo apressado em que vivemos, é comum os clientes não passarem de antemão seu cronograma financeiro, quando o têm. Muitos iniciantes ficam receosos sobre como cobrar educadamente, visto que dinheiro ainda é um tabu na nossa sociedade e pode causar uma saia justa.

Recomendo desde o princípio da negociação estabelecer termos de pagamento claros: frequência e meios de transação, principalmente. Desse modo, você pode embutir na sua tarifa os impostos da emissão de nota fiscal, a taxa do PayPal ou do DOC.

Também é sempre bom ter por escrito (contrato, e-mail, print de Whatsapp, etc.) o que vocês acordaram. Em uma eventual necessidade de recorrer aos meios legais, essa será a prova de que o cliente te deve algo mesmo.

Mas suponhamos que no caso tudo foi acordado às claras e o dinheiro só está atrasado, mesmo. Que o cliente só pode estar com problemas, não é possível, apesar de não querer atrapalhá-lo, preciso mencionar esse assunto sem soar como um morto de fome.

Fácil, são muitas as opções. Aproveite que o meio escrito nos permite ser mais diretos que o comum e use das seguintes táticas:

1 – Dúvida atroz

“Olá Fulano. Ainda não registrei o pagamento da nota emitida do último dia 15. O pagamento é 15 dias corridos ou 15 dias úteis após a emissão da nota?”

2 – Preocupação genuína

“Olá Beltrana. Ainda não registrei o pagamento, está tudo ok? Deu algum problema?”

3 – “Ai que desorganizada eu sou”

“Olá Cicrano, tudo bem? Pode me passar uma posição sobre o pagamento dos últimos dois trabalhos, para que eu possa me organizar por aqui?”

E não se preocupe que sempre vai ocorrer algum problema de banco, algum celular não será escutado, possivelmente até uma notificação extra-judicial será necessária. Não é nada pessoal, é só o jeitinho brasileiro mesmo.

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