Português

Você conhece todos os tipos brasileiros?

Marina Borges / 22 de fevereiro de 2014

loucodapalestra

Visto que língua também é cultura, um modo ótimo e bem-humorado de aprender mais sobre o Brasil é lendo a coluna “Tipos Brasileiros” da Revista Piauí. O que? Você conhece todos os tipos brasileiros? Vamos ver se isso é verdade, então.

Apesar de não ser uma revista exclusivamente dedicada à língua portuguesa, até seu nome brinca com a mesma. “Piauí” é a única palavra do nosso idioma que tem quatro vogais seguidas, se é que nome de estado pode ser considerado palavra. Seus editores a qualificam como jornalismo literário e esta que vos bloga é assinante desde o número 2 (mea culpa, eu sei).

Muita gente torce o nariz para a Piauí por achar que é coisa de intelectual, mas eu posso te afirmar que não é nada disso. Apesar dos textos bem longos, a revista também oferece quadrinhos, colunas de uma página e diversos outros tipos de publicações. Poesia, por exemplo, é uma constante.

Também adoro o tamanho da Piauí, é a melhor revista para se ler na praia – a gramatura do papel e o peso da edição aguentam os dias de vento numa boa. As colunas de abertura e fechamentos – respectivamente, “Chegada” e “Saída” tratam de um nascimento, morte ou mesmo novidade ou empresa que faliu naquele mês. É sempre sensacional.

Mas e os tipos nacionais?

Eita, eu comecei o post falando sobre tipos brasileiros, não foi? Seguem, pois, alguns disponíveis para leitura online, que eu, você e todo brasileiro conhecem:

O louco da palestra (intérpretes tropeçam neles);
O fingidor de madeixas (um em cada esquina desse Brasilzão);
O locutor insuportável (the one and only);
Os sungas-pretas (vi um hoje mesmo);
O popular exaltado (em um coletivo ou sala de espera perto de você);
O neoerudito alegórico (*suspiro*);
O tiozão conquistador (viva a Sukita);
O eco-chique (acho que independe da nacionalidade, mas somos o país da Amazônia, né?);
O social da rede (ops, me identifico);
Os sem-celular (um tio meu, juro)
O Mandaquiense (a esse fui apresentada pela coluna)

e, finalmente,

O sátiro trocadilhista (95% dos homens brasileiros)

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