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VI Congresso Internacional da ABRATES

Marina Borges / 9 de junho de 2015

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Vou contar minha historinha.

A última vez que estive em um congresso da ABRATES foi no longínquo 2003, quando ainda estava no segundo semestre da UnB e nem sabia se seria tradutora, mesmo. Tá aqui a prova. Naquele ano, segundo vi aqui no programa que guardei, já estavam os nomes conhecidos até hoje, discutindo tudo o que a gente precisa saber nessa área.

Mas nada comparado a esse ano.

A ABRATES já começou conquistando a minha inscrição pelo número de salas, divididas por temas. Tinha uma só para interpretação, mas também para tradução literária, legendagem, LIBRAS e tudo o mais que a nossa profissão engloba. Ou seja, tinha palestra para todos os gostos. Mas ler uma tabela com os nomes das palestras e dos falantes e pensar “na hora eu decido em que sala entrar” é fácil, difícil é decidir. Queria muito ter visto Isa Mara Lando, o pessoal do Ponte de Letras, as palestras sobre tradução médica e saúde ocupacional, mas não teve como. Sempre tinha alguém interessante no mesmo horário e é aquela coisa, sair no meio de uma fala de só 50 minutos não adianta muito. Mesmo porque eu ia para uma sala diferente e perigava ser barrada pela recepcionista por literalmente falta de espaço físico (acredite, aconteceu). 

Mas não falou-se só do ofício. Tecnologia também foi um assunto popular. Fernanda Rocha deu dicas  de ferramentas e aplicativos para tradutores, Cris Silva fez o mesmo com os intérpretes. Já estou colocando em prática por aqui. Tivemos palestras sobre planejamento financeiro, negociação, co-working da querida Pronoia Tradutoria. Tivemos cabines disponíveis em duas salas para os novatos como eu se aventurarem. E eu me aventurei, né, quem tá na chuva é para se molhar.

Teve de tudo, meu senhor, os quase 900 participantes puderam, literalmente, personalizar sua agenda de palestras como bem entendessem. Tinha stand de vendedor de CAT Tool, de agência querendo freelancer, de livrarias vendendo dicionários. Além dos comes e bebes e cafezinhos e pizzas e tudo o que se tinha direito.

Nos encontramos todos num lugar só, todos nós que ficamos de norte a sul lendo, treinando, traduzindo – fazendo a nossa parte. Não sei vocês, mas eu encontrei muita gente que só conhecia por e-mail, revi o pessoal de Curitiba, o pessoal com quem já trabalhei, com quem já tive aula – deu para matar a saudade de uma vez só. Ainda descobri que a enteada da minha tia também é tradutora e pronto, mais uma para a coleção.

Nos vemos aqui no Rio ano que vem? Espero que sim.

Obrigada, ABRATES. Continuem fazendo a gente se ver sempre.

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