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Confidencialidade na tradução – como funciona?

Marina Borges / 2 de março de 2021
Imagem do rawpixel.com

Se você já começou a estudar tradução ou entrou no mercado, sabe que confidencialidade é um assunto muito importante nessa área. Mas quais são os limites dessa privacidade? O que posso expor ou não sobre o que já traduzi no meu currículo, por exemplo? Resumindo: confidencialidade na tradução – como funciona?

Motivos da confidencialidade

São vários, vamos analisar. Na tradução juramentada, por exemplo, é óbvio: os tradutores públicos traduzem muitos documentos pessoais, como diplomas, certidões de nascimento, casamento, óbito, etc. Isso não interessa a mais ninguém, né, só ao cliente. Portanto, fique na suinha.

Em tradução audiovisual, você pode vir a traduzir o vídeo interno de uma empresa – ela não vai ter interesse de um concorrente saber do que se trata. Ou então um seriado ou filme que ainda não estreou, por exemplo. Então, já sabe: bico calado. Mas e se for um post no Instagram, um vídeo de YouTube? Bom, ok, está aí para quem quer assistir, né? Ainda assim, eu pediria permissão do cliente antes de colocar no meu CV ou portfólio.

Será que na tradução literária também existe esse problema? Mesmo motivo de lançamento posterior do livro – você primeiro tem que traduzir para depois ele ser lançado, né? Ou então algo relacionado a direitos autorais, nunca se sabe. Na dúvida, mantenha a discrição. Você é tradutor, tem que passar despercebido.

Leia as letras pequenas

Tudo vai depender dos termos e condições firmados entre você e a agência de tradução. Os contratos que assinamos com cada uma deixam completamente explícitos os limites de divulgação dos trabalhos que fizermos para elas. Às vezes até em um projeto específico, o/a gerente de projetos certamente vai te deixar a par de tudo, não se preocupe. Mas na dúvida, pergunte. Perguntar, no nosso mercado, não ofende de modo algum.

Mas e se for cliente direto? Bom, aí é outra história, mas ainda defendo que manda o bom senso seguir o mesmo tipo de postura com eles. O ideal é você ter um contrato redigido para estabelecer os termos de condições de prestação de serviços de tradução entre você e seu cliente. Procure um advogado que isso vai lhe poupar muitos possíveis problemas. É aquela coisa: contenção de riscos, melhor se prevenir, canja de galinha não faz mal a ninguém e por aí vai.

Eu sou de opinião que nessa vida tudo se conversa. Meu conselho é sempre deixar seu cliente (seja ele pessoa física, empresa particular ou mesmo agência de tradução) a par sobre todos os seus passos. Isso demonstra profissionalismo da sua parte e vai deixar o seu cliente muito mais confiante do seu trabalho e, em consequência, no seu relacionamento comercial também.

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